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A febre do ouro negro
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A febre do ouro negro | A febre do ouro negro |
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| Escrito por Suporte | |||||||
| 04-Set-2008 | |||||||
A cena passa-se em Arouca, que está num tumulto com a notícia da descoberta deste novo minério, o volfrâmio. Para tentar fortuna bastava não ter escrúpulos e ter, isso sim, um bom sentido da oportunidade. Chico Perigoso tinha todas essas características além de um jeito danado para o negócio. A febre do ouro negro mordeu-o forte e arrastou-o para a aldeia onde ingleses e alemães dividiam a exploração do minério. Corre o ano de 1942. Hitler dá cartas na guerra que incendeia a Europa e Salazar, nas costas dos aliados, dá uma mãozinha ao ditador nazi. Desde que a Segunda Guerra rebentara, que o interior de Portugal não tinha sossego. As terras ricas em volfrâmio eram disputadas por ingleses e alemães. O volfrâmio era o mineral que temperava o aço, tão necessário e utilizado para o material bélico. Bob Cartland era um desses ingleses infiltrados em Portugal para a recolha do volfrâmio. Bob apaixona-se em Arouca por Maria, uma linda rapariga da terra. Inesperadamente, Bob Cartland aparece morto, o que deixou o regime de Salazar em grande aflição, pois naquelas terras da Beira, britânicos e homens do Fuhrer entravam com frequência em escaramuças, mas uma morte era demais. Bob trabalhava na mina de Wulf, um alemão implacável que castigava cruelmente os seus trabalhadores se suspeitava que eles poderiam apoderar-se do minério. Tinha mesmo instalado na mina a Casa das Ratas onde o seu fiel capataz, Vergaça, procedia aos castigos. Mas nem a persistência de Vergaça impedia os assaltos, os negócios obscuros, a actividade dos candongueiros. E, assim, em Arouca cresce uma nova moral. |
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