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Contos e Lendas
Pedras de Ouro PDF Imprimir e-mail
Classificação: / 2
Escrito por Mafab   
26-Set-2008

Nesta região, onde abunda o volfrâmio e aparece o estanho, encontram-se também algum ouro.
Sempre, em todos os tempos, no leito da ribeira de Cebola, lugar das Minas dos mouros, enquanto exploravam volfrâmio, muitos acharam ricas pedras do precioso metal. Houve muitas de 10, 15 e 20 gramas e apareceu uma de 50 gramas. Este ouro é tão puro que os ourives trocam qualquer peça (cordão, fio, medalhas, etc.) por pedras de igual peso.
Em Cebola, alguns fizeram bom dinheiro só na venda deste metal e outros conservam ainda lindas pedras como valiosa lembrança dos tempos de exploração.
Terra pobre de lavoura, toda esta região, que tem por limite somente serra e montanhas, mas terras de volfrâmio, de estanho e de ouro, delas bem pode dizer-se: Deus compensou a pobreza da sua cultura com a riqueza do seu minério!

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Crenças e Lendas PDF Imprimir e-mail
Classificação: / 1
Escrito por Mafab   
26-Set-2008

As Minas dos mouros andam ligadas em interessantes crenças e pequenas lendas que a tradição vai conservando e repetindo.

Assim, durante muitos anos, acreditou-se que nestas minas ficara uma linda moura encantada que vinha frequentemente sentar-se á boca da galeria, onde costumava alindar-se quando não chovia.
Os rapazes da freguesia de cebola juntavam-se em grupos numerosos e desciam até ás minas, só para verem a moura encantada, mas nunca o conseguiram, porque, reza ainda a tradição, apenas se aproximavam, ela corria depressa para o interior mais fundo da mina.
Muitos tentaram muitas vezes penetrar em toda a galeria, seguindo um novelo de fio muito comprido, mas, chegando ás encruzilhadas das minas, voltaram depressa, porque, dizia-se, depois de passada a ribeira (uma das minas atravessava o leito da ribeira) há um grande poço que ninguém pode transpor, quem tentar faze-lo encontra-se junto de uma grande roda de navalhas bem aguçadas e num tal labirinto de salas que desaparecia imediatamente, e para sempre.
È tal a crença no grande comprimento das minas dos mouros, que há quem afirme que antigamente, foi metido um cão numa delas em Cebola e foi sair na freguesia de Dornelas, terra que fica a alguns km de todas essas minas!
Igualmente se acreditou sempre que no fundo destas minas há tesoiros grandes escondidos. Já vem de tempos recuados a cantiga seguinte:

Entre o fale de ermida
Há grandes riquezas metidas
Sé fosse bem explorado
Encontrava-se um monte de dinheiro
Tão grande como o Cabeço do Carvalheiro

Houve quem sonhasse com este tesouro e, na firme esperança de o encontrar, correu ao ditoso vale, trabalhou imenso, rompeu a rocha e gastou ainda muito dinheiro em busca daquilo que nunca encontrou.
Hoje, depois de tanta exploração de minério, a lenda vai-se esquecendo e só os velhos a recordam como lembrança amiga do passado.

 
Minas dos mouros PDF Imprimir e-mail
Classificação: / 3
Escrito por Mafab   
24-Set-2008

 Como já dissemos, desde tempos intemporais houve exploração mineira nesta região.
Nos lugares de «Fontainhas, Vale de Ermida, Fontes Casinhas», e sobretudo, nas «Courelas», abundam as minas que datam do tempo dos mouros.
São galerias muito baixinhas, e muito compridas que estão escoradas com pedras, que têm múltiplas e variadas ramificações.
Ninguém sabe como eles trabalhavam, mas a pequena altura das galerias, indica bem que era quási deitados, que eles iam minando a terra pouco a pouco em busca do minério desejado.
Apesar deste trabalho nos parecer muito difícil, é certo que as galerias são compridíssimas, e algumas com mais duma centena de encruzilhadas, todas baixinhas.
Tudo diz que eles procuravam e aproveitavam somente o estanho, que derretiam em pequenos potes de barro, ou em pequeninos fornos subterrâneos.
Há poucos anos ainda, quando se lavrava uma das leiras de «Courelas», um dos bois que puxava o arado atolou num grande buraco, onde estava um desses potes quási meio de carvão, e de escumalha de estanho derretido.
Também agora nas ultimas explorações, quando o proprietário destes terrenos tudo revolveram á procura de volfrâmio, ao cortar e destruir muitas destas minas encontraram, além de pequenos montes de volfrâmio, como atrás referimos, diversos pedaços dos diversos pedaços dos ditos potes e vestígios dos pequeninos fornos.
O povo, ainda crente na lenda, diz que este carvão que aparece nos potes era ouro que, por ser achado, se transformou imediatamente em puro carvão.
Têm aparecido também moedas antiquíssimas, que são mais uma prova clara de que os mouros viveram nestas paragens.
 

 
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