S. Jorge da Beira

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Escrito por Delfina
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16-Out-2008 |
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Tenho para mim, que o papel da mulher,
de forma muito especial a nossa Mulher Serrana, mulher-mulher, mulher-mãe, mulher-pastora, mulher-carvoeira, mulher-servente de pedreiro, mulher-agricultora, mulher-comerciante, mulher-mineira
e a contribuição do seu trabalho para o sustento da família, o desenvolvimento da região e do país, não é visível à maioria das pessoas, nem tido em consideração por quem a história escreve.
Ao colocar o artigo “Houve Mineiras”no Panasqueira.net, é uma forma de Homenagear essas mulheres, que muitas vezes “fizeram o trabalho dos homens”.
Às nossas Avós, Mães e Tias!
Clique no link para fazer o dowload do trabalho em PDF
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Convivio de Bandas Filarmonicas! |
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Escrito por Mafab
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05-Out-2008 |
 Realizou-se neste sábado (5/10/08), um convivio entre Banda filarmónica Sanjorgense, a banda filarmónica Eradense e a População de S. Jorge ! Foi um convivio muito bonito, pois é muito raro haver um convivio destes! Ambas as Bandas correram as ruas, onde a população as acompanhou, onde actuaram no "largo da eira" onde não faltaram bebidas e petiscos ! Ambas as bandas estão de parabéns, pois a população gostou da actuação!

Os chefes das 2 bandas filarmónicas!
Veja mais fotos no album fotográfico |
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Romance de António Castanheira, escrito em 1963 |
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Escrito por Suporte
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02-Set-2008 |
Texto retirado dos Arquivos da Mailing List de S. Jorge da Beira. Enviado a 15 de Jul de 2003 pelo Tó Reis QUOTE:
Caros Amigos. Tal como prometi aqui transcrevo o Romance de António Castanheira, escrito em 1963 por António Paulouro. Leiam com atenção, e reparem na coragem dos Homens de São Jorge. Eram estas histórias que José Saramago também devia conhecer, tal como quem fez a página da Câmara. A esta última encarrego-me eu de a transmitir. Não esqueçamos José Júnior e investiguemos toda a história. Por agora deixo esta: Romance de António Castanheira |
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Escrito por Delfina
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02-Set-2008 |
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Durante imenso tempo andei à procura de um livro, Estava esgotado. Nas Bibliotecas não existia. Alguém o encontrou por mim (www.letralivre.com). Estou a falar do “A Guerra da Mina e Os Mineiros da Panasqueira” Um livro escrito por dois filhos da região e um deles filho de Mineiro. Ambos jornalistas de profissão, Daniel Reis e Fernando Paulouro e editado, pela “A Regra do Jogo” no ano de 1979. Valeu a pena a procura e a espera. Nele são contadas, na primeira pessoa, as histórias e as vidas da nossa gente. Histórias que medeiam os anos 20 e Julho de 1978. Grata estou, enquanto filha, neta e bisneta de mineiros, a quem, com dedicação e penso que posso dizê-lo, com amor, escreveu o livro. Em boa hora o fizeram. Com este livro impediram que experiência de vida dos homens de Dornelas, Sobral, Casegas; Bogas, S. Jorge da Beira… se escoassem pelas calendas do esquecimento. Não resisto a transcrever uma das histórias. O Livro, na primeira parte, está escrito da seguinte forma: os autores fazem a apresentação do entrevistado e depois a história é contada na primeira pessoa. Aqui vai: |
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Escrito por Constantino Braz Figueiredo
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29-Ago-2008 |
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O que eram esses tempos!... O que foram os tempos inóspitos da nossa infância…! E o que teriam sido os tempos dos infantes que nos precederam?...
Fora um período difícil para toda a gente, vivesse, trabalhasse ou tivesse a profissão que tivesse. Estava-se em plena Guerra Mundial; tinha acabado a Guerra de Espanha. Paradoxalmente, só depois das guerras é que foram os dias piores para os nossos pais, já que, enquanto na Europa, Ásia e África se combatia pelo domínio dos Povos, em Cebola ganhava-se dinheiro como nunca, nalguns casos mesmo muito dinheiro! Se a década de trinta tinha sido a das lutas pelos horários e por melhores condições de vida, a dos quarenta fora a década do “kilo”. De todo o lado, das potências em conflito, havia apelo às matérias extractivas de que o nosso subsolo era fértil, e a directoria das minas deu liberdade para exploração própria, e a esmo, do rico mineral, contanto que lhe fosse “vendido” pela tabela por ela fixada. Era dinheiro fácil, aparentemente fácil, porque além de não passar de ilusão ardilosa, também fora onde os mineiros mais arruinaram a sua saúde, pois trabalhavam sem quaisquer condições de ventilação, sem descanso, mal alimentados e sem higiene. Mesmo assim fizeram, modificaram e pintaram as suas casas; fizeram mais filhos, e beberam, beberam… Nunca houve tantas tascas por metro quadrado e por pessoa! Um dia, a guerra acabou, o “kilo” acabou, e eles, tristes, com as ferramentas que haviam adquirido no Fundão, volveram, sem emprego, para junto das suas aflitas mulheres e da prole que teria de ser alimentada, vestida e educada. |
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